Pérola

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Clube Recreativo Alto Paraná - CRAP


















Quando ainda adolescente ouvi um diálogo entre Jandiro Coelho Carvalho, Gerente do Nosso Banco de Alto Paraná e meu pai, o qual dizia que havia contratado uma empresa para projetar a construção de um novo clube recreativo e esportivo, cujo nome seria Clube Recreativo Alto Paraná (CRAP). Dizia o Jandiro que o seu piso deveria ser de cristal e a ideia foi incentivada pelo Quintino, apesar de ressaltar as dificuldades do empreendimento daquela dimensão. Depois de alguns anos e muito trabalho de outros que o sucederam o clube se tornou uma realidade, com área social, ampla churrasqueira, cozinha, bar completo. Houve ainda a construção de um local onde se praticava carteado, espaço para a prática do boliche, cujo piso, bolas e pinos foram feitos com muita competência pela família Larsem. Há, ainda, uma ampla área de piscina com arquibancada. O principal empreendimento foi a construção de um amplo salão de festas com uma bela entrada que dá acesso ao clube. Só não foi edificado o piso de cristal, certamente pelo seu alto custo, substituído por um piso “taco” industrializado na serraria do Sr. Mário Balestieri. Com a sua construção tudo passou a acontecer no CRAP, entre outros a entrega de título de cidadão honorário, festas de formatura dos alunos de Alto Paraná, encontros políticos, festas de casamento e batizados, e bailes que reuniam quase que toda a sociedade de Alto Paraná, animado pelas orquestras de Pedrinho de Guararapes, Nelson de Tupã, Rui Rei e os famosos bailes do Cassino de Sevilha, e em uma ocasião apresentou-se em uma memorável noitada o cantor Nelson Gonçalves. Havia ainda os conjuntos vocais, sendo o principal os Black’s Stones, com o Giba na bateria, o Talmor no contrabaixo, o João Maria na guitarra, assim como o Zardo. Por isso é que quase que toda uma geração de Alto Paraná guarda boas recordações e bons momentos que ali aconteceu. Seguramente se fará uma grande reestruturação na sua construção para servir melhor seus associados, com o descerramento de uma placa homenageando o seu grande idealizador que foi Jandiro Coelho Carvalho.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Meios de Comunicação em Alto Paraná


















No início, em Alto Paraná, o meio de transporte para se chegar até sua sede era precário. Havia duas empresas de transporte de passageiros: a Andorinha, de Presidente Prudente e a Viação Garcia, de Londrina. Os motoristas enfrentavam estradas quase que intransitáveis que dificultavam a chegada de pessoas, produtos e correspondências. Existia ainda as empresas aéreas RETA e Real Aerovias, onde seus aviões aterrissavam no aeroporto recém construído. A comunicação na sede se fazia por meio dos serviços de Auto Falante Guarani que pertencia ao Sr. Felisberto Ribeiro do Nascimento. A locução e técnica de som eram realizadas pelo mesmo. Os autos-falantes ficavam numa torre de madeira nos fundos do “Bar do Delfino Mafra”, além de sua fixação em inúmeros postes da rede elétrica. Todos os anúncios do município, comerciais e musicais eram difundidos pelo Felisberto. Com sua saída de Alto Paraná o sistema foi adquirido pelo Sr. Quintino Fernandes e seu irmão Polidóro, sendo que a locução e técnica de som foi feita por mim, ocasião em que dei várias oportunidades ao Luiz Carlos Alborguetti para trabalhar no serviço de locução. Lembro que o Felisberto terminava cada período de locução com a histórica frase: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”. Esta prestação de serviço social teve seu término com a destruição de sua torre, resultado de um vendaval. Atualmente a comunicação é feita por algumas rádios com abrangência em grande parte do noroeste do Estado. Velhos tempos, novos meios de divulgação do município de Alto Paraná.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Justiça em Alto Paraná




















Todos os registros feitos pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná e da CODAL da totalidade da área que abrangia o município de Alto Paraná foram inscritos junto ao Cartório de Imóveis de Mandaguari, daí originando a dominialidade, tanto da zona urbana como a rural, e em razão da longa distância dificultava o deslocamento das pessoas por estradas de péssima qualidade para conseguir documentos da sua propriedade. Isto se deu por longos anos até que foram criados os cartórios em Alto Paraná. No início dos anos de 1960, com a criação da comarca de Alto Paraná e instalação do Cartório de Registro de Imóveis houve a facilitação e o acesso para obtenção de documentos dos imóveis urbanos e rurais, sendo nomeado o senhor Mário Teixeira de Camargo o primeiro titular e como primeiro tabelião de notas, títulos e protestos o senhor Orivaldo de Held. Foram instalados os tabelionatos dos distritos de Maristela, Santa Maria e Sumaré. O primeiro juiz da Comarca de Alto Paraná, que incluía os municípios São João do Caiuá e Santo Antônio do Caiuá, foi o Dr. Theodoro Fernandes da Cruz Neto, o segundo foi o Dr. José Ulisses Silveira Lopes, seguido pelo Dr. Grolmann, após, Dr. Francisco de Paula Xavier, Dr. Mário Rau, Dr. Carlos Vitor Maranhão de Loyola, o Dr. Rui Francisco de Thomaz, e outros que se seguiram até os dias de hoje. O Fórum foi instalado em frente onde atualmente se encontram os Correios, até que conseguimos junto ao Tribunal de Justiça a construção de um novo Fórum. Um dos primeiros promotores foi o Dr. Ronaldo Botelho, seguido por outros, entre eles o Dr. Luiz Carlos, Osman de Santa Cruz Arruda e Iroze Zenir. Os primeiros advogados foram os doutores Aldo Silva Junior, Telson Fernandes, Tadeu Fernandes, Cordon Luiz Capaverde, Valdir Molim, Celso, Antônio Martelozo e Toshiharo Hiroki . Eu advogava em todas as áreas do Direito, Cível, Criminal e Trabalhista, e participei de mais de vinte júris. A Comarca de Alto Paraná atende as populações dos três municípios de maneira célere e com muita competência. Tivemos o privilégio de termos a frente da prestação jurisdicional a nomeação de bons magistrados e promotores. Atualmente, estão instaladas todas as varas e cartórios para o atendimento à sua população, com ótimas instalações e local apropriado de lazer e esporte utilizado pela família forense, que é o Clube da Balança.