Pérola

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

A Preservação Humana e Ambiental no Brasil





































Chega de lendas, vamos faturar!
Muitas pessoas estão sendo capazes hoje de tirar proveito das riquezas da Amazônia com aplauso e incentivo da SUDAM. Com aplauso e incentivo do Banco da Amazônia o Brasil esta investindo na Amazônia oferecendo lucros para quem quiser participar desses empreendimentos. A Transamazônia esta aí, comece agora faça sua opção pela Sudam, aplique a dedução do seu imposto de renda num dos 484 projetos já aprovados pela Sudam. A União apresenta seu próprio projeto (seja ele industrial, agropecuário ou de serviço). Você tem apoio do Governo Federal e dos governos dos estados que compõe a Amazônia. Há um tesouro a sua espera. Aproveite o futuro, enriqueça com o Brasil. Informe-se nos escritórios da SUDAM e nas agências do Banco do Brasil.
Ministério do interior, Sudam e Banco da Amazônia SA. (estes eram os anúncios publicados pelos meios de comunicação e folhetos espalhados por todo o Brasil na década de 70).
O chamamento feito pelo Governo Federal e o clamor da convocação foi atendido por milhares de brasileiros que deixaram seus estados, venderam o pouco que tinham, vieram com suas famílias tanto para o norte do Brasil, quanto para o norte do Paraná, levavam suas esperanças e seus sonhos em um futuro promissor e muito contribuíram para o desenvolvimento e consolidação das novas fronteiras.
Deveriam ser reconhecidos como verdadeiros heróis, ao contrário, agora, depois de décadas, são tratados como vigaristas e destruidores das florestas, são penalizados com elevadas multas e inimigos da natureza, e ainda, seus rebanhos bovinos são chamados de “piratas”.
É o momento de se fazer uma melhor reflexão, não permitindo que paixões radicais aflorem e condenem estes brasileiros que dedicaram suas vidas, trazendo suas famílias, seus sonhos e suas esperanças, investindo seus poucos recursos e contribuindo para o desenvolvimento e consolidação das novas fronteiras.
O noticiário e os meios de comunicação trazem diariamente as questões de proteção à natureza, à flora e à fauna da Amazônia, tema que vem se arrastando há vários anos sem que tenhamos políticas públicas concretas estabelecendo parâmetros para evitar o desmatamento sem que fiquem desprotegidos mais de trinta milhões de brasileiros que residem na região amazônica.
Para entender um pouco melhor esta difícil questão, deve-se estabelecer um debate criterioso, sem fundamentalismos e excesso de partes, tendo em vista a constatação de maniqueísmo exagerado, expurgando a possibilidade de produção e se esquecendo que não se deve afastar o bem estar das pessoas que aqui habitam estas regiões.
Vamos por partes. De um lado estão os ambientalistas que pretendem o congelamento do aumento da produção agrícola na Amazônia, impedindo a abertura de novas estradas e recuperação de outras como é o caso da BR-319 que liga Manaus a Porto Velho.
Tratam a questão muito mais como caso de polícia e aplicação  de elevadas multas. De outro lado, os ruralistas que pretendem continuar produzindo e esperam a efetiva e clara normatização a ser seguida.
Destacam a seriedade da questão envolvendo a defesa das florestas, da flora e fauna, indicando que deve ser presidido por uma pessoa que não seja radical nas questões de natureza ecológica.
Quando da posse como primeiro Governador de Rondônia, Teixeirão, assim se manifestou: “Venham brasileiros de todo o Brasil, venham gentes de todos os povos. Rondônia oferece trabalho, solidariedade e respeito. Tragam seus sonhos, anseios e ilusões, compartilhem tudo isso com este povo admirável, assumam com ele os problemas e as dificuldades naturais na trajetória em busca do grande destino do Brasil.”
Nos governos militares, especialmente dos presidentes Médice, Geisel e Figueiredo, prevaleceu o entendimento de que as região do norte do Brasil, quanto do Paraná deveriam serem ocupadas ante a necessidade de se expandir a produção agrícola, criando-se novas fronteiras.
E com o temor da sua internacionalização da Amazônia foi que criaram o slogan “Ocupar para não entregar”, vez que já havia sido construído o acesso ao Território com a abertura da BR-364 pelo Presidente Juscelino Kubitschek nos idos de 1959.
Vivemos outro momento histórico no Brasil, principalmente no norte. Tempos atrás era incentivada a ocupação e o desmatamento de até 80% da área para torná-la produtiva, o que foi feito com muito sacrifício, com os colonos enfrentando matas inóspitas, doenças tropicais, animais selvagens, sem estradas e qualquer infraestrutura.
Se implantou nestas novas regiões um plano de colonização com famílias oriundas de várias partes do Brasil, cujo resultado é do conhecimento de todos os brasileiros.
Trata-se de cidadãos e cidadãs, verdadeiros heróis que devem ser reconhecidos pela nova ordem estabelecida, com os novos critérios da Lei de zoneamento Sócio-Econômico-Ecológico de Rondônia e alcançados pela Medida Provisória do Governo Federal que estabelece meios de ocupação, principalmente a antiga MP 422, que já permitia a regularização fundiária de até 1.500 hectares. A própria Constituição Federal que já estabelece limite de até 2.500 hectares para a regularização fundiária em terras públicas.
Deve o INCRA, por intermédio de seus órgãos técnicos, dar prosseguimento aos milhares processos de legalização de terras públicas que ali se encontram parados, de forma a permitir que o Estado de Rondônia finalmente venha a promover a emissão de títulos dominiais aos colonos e produtores, criando áreas destinadas aos assentamentos sem prejuízo aos atuais ocupantes, deixando desta forma de dar atenção somente aos movimentos ditos sociais que almejam terras públicas o assentamento de seus integrantes, não estimulando invasões em áreas já ocupadas e produtivas, o que poderá ser resolvido com critérios justos, sem sectarismo ou partidarização ideológica.
Impõe-se estabelecer termos de ajustamento de conduta – TAC para que os produtores possam ter maior segurança jurídica, investimentos na área agrícola e tranqüilidade das suas famílias, as áreas já abertas e as encapoeiradas são suficientes para, com tecnologia moderna e muito trabalho, tornar os Estados brasileiros ainda mais produtivos.
O que não se pode é enveredar-se pelas punições pecuniárias e penais, multas exorbitantes e atemorizações aos colonos, meios inadequados e em desfavor dos produtores rurais do Estado.
É chegado o momento dos órgãos ambientais, do INCRA, dos entes federativos encontrarem meios para que definitivamente sejam protegidas as terras públicas e reconhecidas a dominialidade das propriedades privadas.
O setor rural dos Estados brasileiros concentram a principal fonte de renda da economia. Entretanto, os sucessivos planos ambientais e/ou de proteção indígena, ou ainda, as reservas de matas obrigatórias, tornaram indisponíveis para exploração cerca de 56% (cinquenta e seis por cento) de sua área territorial, já antes do advento da Medida Provisória que permitiu a derrubada de suas matas.  O que vale dizer: o Estado de Rondônia estava penalizado pelo Governo Federal antes mesmo da edição das apontadas legislações e das instruções normativas estabelecidas pelo INCRA. Isso significava que, de uma área de 23.8 milhões de hectares, apenas 10 milhões e 100 mil hectares estavam disponíveis para atividade econômica e, agora, com as últimas medidas, restam minguados 2 milhões de hectares para toda a população.
O INCRA deve se empenhar em dar continuidade aos milhares de processos de regularização fundiária, com vistorias e critérios fundado no nosso ordenamento jurídico, encontrando meios no assentamento de famílias que estejam comprometidas em adquirir seu quinhão de terra, dando condições de infra-estrutura e o mínimo de financiamento e assistência técnica, deixando de lado possíveis convicções ideológicas para com justiça implantar a verdadeira reforma agrária, utilizando suas terras ainda disponíveis.
Não devemos nos esquecer que apenas 4% das terras da região Amazônica são privadas, com títulos válidos; outros 43% correspondem a unidades de conservação e de terras indígenas. Do restante, 1 milhão de quilômetros quadrados (21% do total), são áreas supostamente públicas, devendo ser discriminadas e arrecadadas ao patrimônio da União.
Obviamente o Brasil deve fazer uma profunda reflexão sobre o que pretende quanto à sua produção agrícola, à bioenergia, à flora e à fauna, devendo fazer um planejamento adequado e de execução rigorosa. Estamos diante de uma oportunidade para criarmos empregos e muitos investimentos, impondo barreiras para a compra de terras agrícolas no Brasil por parte de estrangeiros, sendo que já foram vendidas 33.219 propriedades rurais em uma área total de 3,8 milhões de hectares.
Historicamente a abertura de grande parte da Amazônia, deu-se com o chamamento do governo federal que muito incentivou a vinda de pessoas de outros Estados, principalmente do sul e do sudeste para aqui ocupar e desenvolver a agropecuária, entendendo que a ocupação impediria a entrega para a sua internacionalização.
Assim, o IBRA e depois o INCRA, dentro dos critérios fixados no Estatuto da Terra, criado no governo Castelo Branco, fez milhares de assentamentos  e regularização fundiária de terras públicas.
Nós e muitos que vieram para a Amazônia, faziam os contratos com o órgãos públicos e se obrigavam a abrir 80% das florestas, o que era previsto  nas cláusulas resolutivas expressas dos contratos firmados com o próprio governo federal, caso não cumprissem essa obrigação decairia, após dez anos, o portador de títulos provisórios de receber o título dominial definitivo.
A União, através dos bancos oficiais, principalmente Banco do Brasil e Basa, concederam milhares de financiamentos (projeto Sudam), com adiantamento para compra de tratores, máquinas e implementos agrícolas e outros equipamentos, além de empréstimos para a abertura das matas e investimento para derrubada de arvores estradas e investimentos na propriedade, como cercas, currais, etc.
Por várias décadas vieram para Rondônia milhares de pessoas que ocuparam o interior do Estado, principalmente nas da BR-364, famílias que traziam fé e esperança em ter o seu pedaço de terra, com suas tralhas nas costas, enfrentando malária e outras doenças tropicais, animais selvagens, morando em choupanas, verdadeiros heróis que desbravaram e construíram o Estado que atualmente é um dos mais produtivos do Brasil, abastecendo outros estados e exportando para outros países.
O que existe é muita falta de informação. O que se pretende não é entregar terras da União para particulares, mas somente a regularização fundiária das terras já ocupadas anteriormente até primeiro de dezembro de 2004 em áreas que não ultrapassem 1500 hectares, conforme prevê a Medida Provisória 458 que está por ser sancionada pelo Presidente da República.
Em áreas de até 100 hectares a regularização fundiária deverá ser a título gratuito, a chamada legitimação. Em áreas maiores, que não excedam 1500 hectares, a regularização se fará  a título oneroso - compra.
Deve-se deixar de lado, de uma vez por todas, o extremismo de achar que haverá  grilagem de terras. Ao contrário, somente será reconhecida a ocupação legítima desde que o ocupante preencha os requisitos previstos na própria legislação vigente. Rondônia já tem áreas rurais abertas e encapoeiradas suficientes, devendo desenvolver sua produtividade com tecnologia moderna.
Devemos proteger a floresta, a fauna e a flora, as matas ciliares, as nascentes dos rios. Já está arraigado na consciência da quase totalidade dos produtores rurais que não pretendem mais desmatar ou aumentar as suas áreas já ocupadas, certamente, terão um maior interesse em serem os protetores da natureza.
Não há necessidade de derrubar mais uma árvore sequer, mas deve-se fazer justiça para com aqueles que muito sofreram para ter seu pedaço de terra e serem regularizados pelo INCRA.
A Medida Provisória 458, de 10 de fevereiro de 2009, que dispõe sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas da União, no âmbito da Amazônia Legal, altera as Leis nos 8.666, de 21 de junho de 1993, 6.015, de 31 de dezembro de 1973, 6.383, de 7 de dezembro 1976, e 6.925, de 29 de junho de 1981, e dá outras providências, trata da legitimação e regularização fundiária em áreas de até 1500 hectares ocupadas anterior a 1º de Dezembro de 2004, a título gratuito ou oneroso fará justiça a todos aqueles que deixaram seus Estados, suas famílias e tradições e para cá vieram para trabalhar, atendendo o chamamento do Governo Federal, garantindo a segurança de novas fronteiras e produzir alimentos.http://www.mda.gov.br/arquivos/1726920094.pdf

Vamos deixar de lado extremismos desnecessários. Que se regularizem as terras ocupadas e que de ora em diante cada um de nós seja um defensor da natureza, da terra, dos rios, dos lagos, das matas e dos animais. A União tem um débito com estes brasileiros e só será liquidado com a expedição de títulos de domínio nas áreas já ocupadas.
Com razão, Mangabeira Unger, quando afirmava que a regularização fundiária é um resgate histórico aos milhares de brasileiros que para cá vieram e merecem receber o seu título de propriedade, dando segurança aos órgãos públicos para fiscalizar com mais eficiência o uso correto do solo.
A Medida Provisória 458 não é para proteger grileiros, que foram praticamente expurgados com a CPI do Congresso Nacional no ano de 2.000, presidida pelo Deputado de Rondônia Sérgio Carvalho, quando ocorreu a anulação de milhares de títulos de propriedade daqueles que se aproveitaram em registros de terras além do que constava nas suas escrituras públicas. Agora se trata da regularização fundiária de posse de áreas de até 1500 hectares, com ocupação mansa e pacífica, pública e notória até o dia 1º de dezembro de 2004.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Agropecuária – É a hora e a vez do Brasil


































"O lema no Brasil é que se um prosperar, todos prosperam. Terra de muitas riquezas naturais e um povo que se irmana sem discriminar as pessoas, independentemente de sua raça, credo ou condições econômicas e políticas. Solo onde todos tem as mesmas oportunidades e a esperança de um futuro melhor e igual para os que lutam pelos seus sonhos. (Tadeu Fernandes)"

O Brasil tem no setor agropecuário a base de sustentação de sua economia. Levas de brasileiros dos mais diversos estados da federação adquiriram seu pedaço de terra para implantar a produção agropecuária. Foram incentivados pelo governo federal, ante a necessidade de preservar novas fronteiras, que utilizava o lema “integrar para não entregar”.

No início da colonização, principalmente no norte do Paraná, tudo era difícil, estradas de terras quase intransitáveis, nenhuma infraestrutura, não existia energia elétrica, faltava tudo. Enfrentaram o sol tórrido dos trópicos, a umidade escaldante e animais selvagens. Assim, construíram nas linhas e dentro das matas suas choupanas, com as traias nas costas, uma leva de filhos e a companheira dando força e apoio.

O Brasil é fruto destes bandeirantes e pioneiros que construíram uma nação e a eles devemos quase tudo. É hora de erguermos um monumento como tributo e reconhecimento pelos seus heróicos feitos e pelo alto espírito de aventura e esperança que aqui plantaram, prevendo um novo eldorado.

O mundo caminha para a valorização dos preços das commodities agrícolas e pecuárias, produtos que o governo brasileiro, desde 1994, na conferência de Bretton Woods, tem se dedicado para melhor valorização no mercado internacional, tendo obtido poucos avanços. Nossas exportações são  taxadas, principalmente pela França que é campeã dos subsídios e do protecionismo, não ficando, atrás dos Estados Unidos da América, fazendo com que nossos lucros sejam menores. Sem contar com o enorme custo Brasil, estradas e escoamento péssimo, impostos exagerados e a falta de cilos de armazenamento. Portos sucateados, poucas ferrovias, financiamento agrícola insuficiente. A preferência pela produção automotiva é tanta que só no mês de janeiro/2011 foram industrializados 250 mil veículos, um aumento de 15% em relação ao ano anterior (dados da ANFAVEA). Haja etanol para tanto veículo flex. A solução é importar o combustível do milho dos EUA.

O Brasil deve ter uma política agrícola de alto nível e aproveitar o momento único em que estes produtos estão em alta. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café,  seu preço chegará muito maior no bolso do brasileiro. A alta será em consequência do aumento superior a 80% no campo.

O preço do algodão já ultrapassa 180% de aumento, o maior em 160 anos, batendo record em Nova York, vendido a 2 dólares por libra peso, dado pelo fato de o estoque mundial estar a níveis baixíssimos. O milho teve alta de 287%, sem contar com o aumento considerável do feijão e da soja.

O New York Times publicou uma matéria com o título: “Precisamos de proteína, não de biocombustível”. Acontece que o aumento da demanda mundial e o dólar baixo estão dando vantagem para os americanos sobre o mercado brasileiro. Os EUA buscam mercados externos e nós não estamos dando conta de suprir o mercado interno, dado o apetite doméstico.

O plantio de milho pelas empresas Archer Daniels Midland Co. e Naaoyuki Shinohara, nos EUA, tem proporcionado um aumento considerável de sua produção naquele país. O Brasil perde mercado por falta de uma política mais agressiva de plantio em novas áreas e sua pouca produtividade. Basta dizer que os ianques estão exportando 13,2 milhões de hectolitros de etanol, sendo que em 2009 exportaram somente 4,3 milhões de hectolitros, e um dos caminhos da exportação é o próprio Brasil.

Registramos que o Brasil produziu 19 milhões de hectolitros no ano passado, uma queda de 61% em relação a 2009, segundo a própria associação americana, sendo que o dólar caiu 39% em relação ao real,  desde o início de 2009. A maioria dos produtores imigrou do etanol para o açúcar que tem preço mais elevado.

A oferta de etanol hidratado aos consumidores será cada vez menor, caso a produção da cana não acompanhe o aumento da demanda gerada pelo crescimento da frota de veículos flex no Brasil (União Brasileira de Cana-de-açúcar).

A produção de etanol hidratado neste ano atenderá, segundo previsões técnicas,  apenas 45% da frota de veículos flex, caso haja estoque para os próximos doze meses, considerando a produção de 632 milhões de toneladas de cana de todo o país e mantido o ritmo de crescimento atual, com previsão para 2015 de 778 milhões de toneladas, 44% da frota flex.

Até dezembro de 2010 o Brasil tinha 12,2 milhões de veículos bicombustíveis. O cenário para 2020 é de 974 milhões de toneladas e atenderá somente 37% da frota de veículos flex, conforme dados do diretor da UNICA (União da Indústria da Cana-de-açúcar), Antônio de Paula Rodrigues, obrigando a maioria migrar para a gasolina.

O aumento desenfreado do consumo de alimentos está agitando a cabeça dos economistas e políticos em todo o mundo, tendo o próprio Banco Mundial advertido que esta elevação de valores conduziu 44 milhões de pessoas para a linha da pobreza. Deve haver uma imediata reunião do G-20 para entender o momento em que o mundo vive, garantindo a segurança alimentar.

Nem tudo é só especulação, temos que admitir que o aumento da produção passa pela flexibilização de culturas geneticamente modificadas, os chamados trânsgênicos, além da diminuição dos alimentos que são transferidos para a produção de biocombustível. Basta dizer que os EUA direcionam 100 milhões de toneladas de milho para o etanol.

Sem falar que o preço do cacau nunca esteve tão aquecido e o governo tem a obrigação de dar sustentação para o aumento da nossa produção. O próprio governo da Bahia baixou o Decreto 7430, através do Instituto de Cacau da Bahia, visando a autonomia sobre sua produção, não aceitando mais a intervenção do órgão federal nos estados.

A recuperação da oferta de produtos agropecuários passa por uma política de eliminação dos subsídios das nações ricas, que desestimulam a produção dos países pobres. O Brasil há muito tempo deveria ter adotado uma política de produção de fertilizantes, nitrato, fósforo e amônia (NPK), em razão da quase totalidade de importação. Temos que explorar nossas potencialidades nas fontes de produção, principalmente das reservas que se encontram na Amazônia, razão que encarece os custos de produção.

Dito isso chegamos a nítida conclusão que o Brasil, por ser um dos principais produtores agropecuários do mundo, tem o dever de aproveitar este boom que o mercado mundial está oferecendo, utilizando maior quantidade de fertilizantes orgânicos. O futuro da agricultura vai ser muito acelerado e a curva da produtividade deve aumentar. 

Apreender melhor a utilização da biotecnologia, o controle dos insetos e plantas daninhas, implantando culturas mais resistentes, procurar a época certa para o plantio e o espaçamento de sementes, no caso do milho 90 centímetros entre linhas, contando sempre com o aconselhamento de um bom agrônomo. Teremos assim uma maior produtividade com menor custo.

Deveríamos ter mais bancos de fomento com juros menores para os pequenos produtores, constituindo um corpo técnico de nível que planeje e coordene o desenvolvimento, incentivando as áreas já plantadas com ampliação da produtividade.

As Secretarias de Agricultura dos estados deveriam instalar escritórios regionais, monitorando com eficiência o apoiamento das zonas produtoras. As estradas são de suma importância, principalmente as vicinais, se possível, asfaltando algumas ligações que facilitarão o escoamento da produção, fixando com melhor qualidade o homem no campo e incentivando o aumento das cooperativas.

O crescimento mundial acelerado de proteína, tanto vegetal como animal, parece inexorável à medida que cresce muito a população nos países emergentes. No Brasil a inclusão social para uma faixa de consumidores com maior poder aquisitivo é muito grande. Desapareceram as montanhas de trigo e de manteiga nos países ricos, pois estes preferem produtos mais saudáveis.

O Brasil tem o dever de entender o excelente momento que passa a agropecuária mundial, gerenciando com mais inteligência a capacitação de seus órgãos para que tenhamos duplicada nossa oferta de grãos e produtos animais.

Temos terras férteis, clima excelente, água e sol no tempo certo para planejar o plantio e a colheita, além de uma população de imigrantes de elevada qualidade que está pronta para tornar esta nação um dos principais fornecedores de alimentos do mundo.

Importante lembrar sempre que as cidades não subsistem sem o homem do campo, ao contrário, eles viverão muito bem se as cidades não mais existirem, não esquecendo que a melhor propriedade rural e o melhor adubo são frutos das pegadas do dono.