Pérola

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Alerta Máximo Contra a Dengue no Noroeste do Paraná

























Acabo de ler no Diário do Noroeste que existem graves riscos da dengue avançar de maneira devastadora e que no noroeste do Paraná  pode aumentar significativamente, causando graves males a seus habitantes.
Trata-se de um problema de saúde pública, verdadeira epidemia que deixa a população em estado de alerta. Não podem os órgãos públicos e sua população permitir que este grave problema atinja diretamente a vida do cidadão e se alastre ainda mais.
Sei que o mosquito é proveniente do Egito, origem de seu nome, alimenta-se de vegetais e transmite doenças como a febre amarela e a dengue. Somente as fêmeas picam os seres humanos, pois precisam da proteína ferroglobulina, presente no sangue, para desenvolver seus ovos. O mosquito se reproduz em água semi-limpa, por isto deve-se vedar e encobrir tudo quanto for possível, não esquecendo de emborcar garrafas.

As fêmeas botam seus ovos acima da água, desenvolvendo-se após sete dias. Cada fêmea deposita em média 300 ovos, que podem permanecer até um ano fora do ambiente que lhe é adequado e apresentam índice de sobrevivência acima dos 60%. O inseto é atraído pelo calor, transpiração, odor e respiração.
A fêmea espeta seu ferrão atingindo o sangue junto com sua saliva que contem uma proteína anticoagulante para evitar que o canal se obstrua, começando aí a sugar o líquido precioso (sangue). Com isso pode sugar até cinco microlitros de sangue e deixa um pouco de saliva na pele, o que provoca coceira e um pequeno inchaço. Na saliva está armazenado o vírus da dengue. Um único mosquito pode picar até 300 vezes. A prevenção geralmente é bastante difícil, mas devemos tomar alguns cuidados, como usar inseticidas elétricos, mosquiteiros, fumaça, pois o mosquito não suporta seu cheiro, velas de citronela, uma espécie de capim verde e andiroba são eficientes.
Uma vez atingidas as pessoas sofrem as consequências da dengue clássica de treze a quinze dias, manifestada com febre alta, dor de cabeça, principalmente atrás dos olhos, prostração, falta de apetite, diarreia, vomito, erupção cutânea, aumento do volume do fígado, dor nas articulações e abdominal. E o que é pior: a dengue hemorrágica, onde os sintomas são os mesmos, mas as consequências podem ser fatais, ocasionando a redução das plaquetas, concentração de hemácias e pressão baixa, pulso fraco, dor de estômago, insuficiência respiratória, agitação e torpor, e em último caso, choque hemorrágico que pode levar a morte.
Estas são informações e conclusões que devem ser prestadas pelos médicos e especialistas, mas como se trata de possível epidemia faço, na condição de cidadão que assiste no dia a dia muita dor e sofrimento, com parentes, amigos e a população de uma maneira geral.
O principal responsável pela prevenção, cuidados e tratamento dos infectados é o poder público, que deve se engajar com profundidade neste aumento de casos que pode ultrapassar o razoável e é assunto de importância crucial para toda a população. Trata-se de saúde e da vida, o que nos faz esperar por mutirões e ações imediatas, além de elevados investimentos que devem ser feitos para que não se sintam  desprotegidos pelos gestores públicos.
O noroeste do Paraná e as cidades do interior não deveriam ser motivo para manchetes nos meios de comunicação, devendo haver políticas públicas e ações privadas para efetivamente se combater este mal grave que pode provocar vítimas e sofrimento da população.
A questão da dengue é causada principalmente por desrespeitarmos o meio ambiente, não fazer a limpeza e saneamento dos detritos nas residências e nas ruas de maneira adequada, e ainda, pela falta de prevenção da doença.
A obrigação primeira de prevenção e a diminuição do número de infectados são dos órgãos públicos, responsabilidade que se estende também, em grande parte, para a população que deixa de fazer sua parte.
Os Órgãos de fiscalização da União, do Estado e dos Municípios, principalmente o Ministério Público, têm papel significativo para baixar os índices de casos que assolam o país.

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