“O bom jornalista tem a sagrada missão de informar e formar opiniões, por isso deve exercer seu mister com ética, honradez e competência, sendo o arauto da verdade dos fatos.” (Tadeu Fernandes).
Ainda jovem conheci Euclides Bogoni quando residia em Alto Paraná, guardando na memória a apresentação de uma peça de teatro no salão paroquial sob sua direção. A minha participação era de um soldado que em dado momento teria que empunhar uma espada e proferir algumas palavras. O certo é que depois de uma semana decorando o texto no exato momento me deu um “branco” e fui salvo pelo “homem da coxia”. O Bogoni e meu tio Polidoro eram amigos. Bogoni transferiu residência para Paranavaí e fundou, em 1955, o “Diário do Noroeste”. O Polidoro, na mesma época, transferiu residência para Nova Esperança e criou o jornal “O Regional”.
Por mais de cinquenta anos Euclides Bogoni registra e cobre os principais acontecimentos de Paranavaí e da vasta região do noroeste do Estado do Paraná, incluindo mais de 27 municípios. Com ele dialoguei várias vezes na sede do antigo jornal, tendo, posteriormente, adquirido o imóvel que havia pertencido ao Afonso Sguissardi. Durante mais de meio século, sempre à frente de seu matutino, preside com imparcialidade, publicando os fatos como acontecem, retratando a verdadeira expressão da verdade. Jamais transigiu com interesses escusos, não se aliou em conluios ideológicos ou partidários. Sua linha de conduta e seu compromisso sempre foram atrelados à verdade dos fatos, cobrindo notícias e divulgando-as, buscando sempre melhor informar seus leitores. Sempre esteve presente nos momentos mais importantes da vida política do noroeste do Paraná, sem ceder do direito de divulgar o que realmente acontece. É um digno jornalista que deve servir de exemplo às novas gerações, tendo prosperado o que merece e que a vida lhe deu, fruto de muito trabalho e dedicação à sua profissão. Pauta em suas páginas a história de Paranavaí e região, com muita altivez, digna de um grande homem que dedica sua vida a uma causa com a nobreza e objetividade de vida. Ainda mais jovem, apesar de algumas dificuldades em caminhar, lá estava, com seus passos lépidos e sempre atento aos mínimos detalhes, portando em seu peito sua câmera fotográfica roleflex, registrando o tempo para depois detalhar os textos que seriam impressos e lidos em seu jornal. Assim é a vida de Euclides Bogoni, homem simples e afável, tranquilo nos seus gestos, tratando a todos com humildade e apreço, seguindo a estrada da vida com conduta irreparável á frente de seu jornal. O seu meio de comunicação (Diário do Noroeste) passou a ser um patrimônio que não é só seu, mas de Paranavaí e do noroeste do Paraná, por ser paradigma do bom jornalismo, provando que a notícia quando provém da busca da verdade tem a credibilidade de seus leitores. Atualmente, com seus passos mais lentos, mas muito ativo é digno das mais elevadas e justas homenagens, por ser o protagonista que registrou e registra com suas lentes e seus textos a verdadeira leitura que interessa a seus fieis seguidores.
Sorte teve na vida, mas não a teria se não tivesse talento e isso tem de sobra. No futuro restará um legado que deve ser eternizado como um dos mais ilustres e notáveis cidadãos que honra sua terra e sua profissão, enobrecendo o jornalismo de qualidade, pessoa que muito me honra tê-lo na minha relação de amizade.
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